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Servidores de Araucária mantêm ocupação no 4º dia de greve


Trabalhadoras(es) do município de Araucária completam, nesta quinta-feira (1º), quatro dias de greve e dois dias de ocupação do gabinete do prefeito Gustavo Botogoski (PL). A ocupação ocorre na tentativa de forçar a administração municipal a abrir negociações sobre os projetos de lei que tratam da previdência, encaminhados ao Legislativo. 

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“A assembleia por unanimidade entendeu pela continuidade da nossa greve e que nós não abrimos mão de conversar com o prefeito e ter um avanço efetivo nessa negociação. Professor volta para a rua amanhã. Nosso movimento está lindo, está grande. Nós temos que estar aqui todos fortes e unidos”, enfatiza a coordenadora do Sismmar, Simeri Calisto. 

Atualmente, cerca de mil trabalhadoras(es) continuam concentradas(os) no estacionamento da sede administrativa, enquanto dezenas permanecem no gabinete. O prédio da prefeitura encontra-se esvaziado, sem a presença de funcionárias(os) da administração. 

Segundo o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (Sismmar) e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araucária (Sifar), o funcionalismo exige que o prefeito apareça para dar explicações à categoria e pede apoio da população. As(Os) grevistas contam ainda com a solidariedade de apoiadoras(es), que levam mantas, cobertores, travesseiros e alimentos para sustentação do movimento no local.

A secretária de Política Sindical da APP-Sindicato, Simone Barbosa, enfatiza que a APP-Sindicato continua acompanhando a mobilização e destaca o apoio incondicional à luta das(os) trabalhadoras(es) do município.

“Na manhã de hoje, aconteceu a assembleia de avaliação do movimento de greve das(os) servidoras(es) municipais. Foi acolhida a continuidade e a manutenção da greve, então seguimos atentas(os) e contribuindo em tudo o que a categoria do município de Araucária vem solicitando para a APP-Sindicato. Estamos juntas(os) nessa luta”, completa.

Autoritarismo durante votação

A mobilização, iniciada na última terça-feira (29/9), cobra a derrubada das propostas de alteração na Lei Orgânica que impactam diretamente o Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA). Segundo as entidades sindicais, o projeto do Executivo amplia a interferência da prefeitura sobre a gestão do fundo previdenciário e ataca a organização sindical e o conselho municipal de saúde.

Apesar do protesto de mais de 1,5 mil servidoras(es) em frente à Câmara de Vereadores, o projeto foi aprovado em primeiro turno. A votação foi marcada por momentos de tensão e forte repressão policial, com o uso de spray e gás de pimenta contra as(os) manifestantes. A segunda votação está agendada para o dia 13 de outubro.

Além da repressão policial no Legislativo, as(os) servidoras(es) relatam ações de assédio por parte do governo municipal dentro da sede do Executivo, apontando entraves e dificuldades impostas pela administração para a entrada de cobertores e suprimentos alimentares essenciais destinados às(aos) grevistas.

Os sindicatos têm reforçado que a greve é por tempo indeterminado e que o movimento poderá ser mantido até a data da votação, a menos que os projetos sejam retirados ou que o canal de diálogo seja restabelecido pela prefeitura.

Prefeitura tenta desmobilizar trabalhadoras(es)

De forma autoritária, a Prefeitura Municipal de Araucária sustentou que a paralisação é ilegal, levando a situação para a Justiça. Em decisão liminar proferida no processo nº 0137941-63.2026.8.16.0000, o desembargador Leonel Cunha, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), atendeu ao pedido do município e elevou a multa diária imposta ao Sismmar de R$ 5 mil para R$ 50 mil.

A sanção foi fundamentada no descumprimento da ordem judicial prévia e na ausência de apresentação de um plano concreto por parte da categoria para a manutenção das atividades essenciais, especialmente no setor da educação.

Apesar do aumento da sanção financeira e do impasse jurídico, as(os) servidoras(es) reforçam que a mobilização prosseguirá de forma unificada em defesa dos direitos previdenciários e do funcionalismo municipal.

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Fonte:appsindicato.org.br

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