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APP-Sindicato se reúne com Boulos para tratar sobre escolas militarizadas


Dirigentes da APP-Sindicato reuniram-se na tarde desta terça-feira (22), com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, para tratar das pautas das(os) educadoras(es) e entregar uma série de denúncias sobre violações nas escolas cívico-militares no Paraná. O encontro faz parte de um conjunto de ações da APP-Sindicato para derrubar o modelo no estado.

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“Foi uma reunião fundamental para reforçar todas as denúncias que a APP-Sindicato vem fazendo sobre as escolas cívico-militares. Levamos ao MEC a gravidade do que está acontecendo no chão da escola: violações de direitos humanos, assédio contra estudantes, ataques à gestão democrática e práticas antissindicais. Não se trata apenas de debate pedagógico, mas de exigir encaminhamentos urgentes em defesa da comunidade escolar”, aponta a presidenta da APP-Sindicato, Walkiria Olegário Mazeto.

Junto com a APP-Sindicato, a Confederação Nacional dos trabalhadores da Educação (CNTE), a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) e demais sindicatos da educação do país, relataram as experiências com as escolas militarizadas e as diversas violações nos direitos de estudantes em unidades no modelo, além da pressão, assédio e falta de valorização de educadoras(es).

Entre os relatos, a ofensiva contra as(os) estudantes, suas liberdades e identidades. Como desdobramentos, foi definido o envio de um novo dossiê, além da união de outros ministérios e secretarias para checar as medidas que poderão ser tomadas sobre as escolas militarizadas no Paraná.

Diálogo com governo federal

O encontro faz parte de uma série de reuniões entre o governo federal e educadoras(es), que buscam apoio na luta contra a expansão do modelo cívico-militar, das privatizações e das políticas de desvalorização dos governos estaduais. 

Em um dos encontros, no mês de abril, a APP-Sindicato recebeu o ministro Guilherme Boulos na sede estadual da entidade, em Curitiba. Durante o encontro foi entregue o primeiro documento que listava fatos recentes e de extrema gravidade relacionados ao modelo de escolas cívico-militares no Paraná. No texto, o sindicato solicitou o apoio do Governo Federal para conter a expansão da militarização das escolas e prevenir violações aos direitos dos estudantes e dos(as) trabalhadores(as) da educação. 

Na ocasião, o ministro propôs a realização de uma série de encontros em Brasília com a participação da APP-Sindicato, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de outros ministérios envolvidos nas para dialogar sobre as demandas apresentadas.

A entidade cobrou a instituição de profissionais e protocolos rigorosos de proteção e controle social, além de uma investigação profunda sobre o programa no Paraná. O sindicato enfatiza que os entraves impostos pelo Estado para acessar informações e punir os agressores criam barreiras que comprometem a segurança das(os) alunas(os) e fragilizam a confiança de toda a comunidade escolar.

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Fonte:appsindicato.org.br