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Educação destina R$ 156 milhões para gratificações de militares no PR


O Governo do Paraná já retirou R$ 156,2 milhões do orçamento da Educação para custear a gratificação de militares que atuam nas escolas cívico-militares do estado. Revelada pelo jornal Plural, a informação expõe a grande disparidade de tratamento da gestão Ratinho Jr. entre os profissionais da segurança pública da reserva e os(as) educadores(as) da rede pública. 

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Segundo apuração da jornalista Rosiane Correia de Freitas, a Gratificação Especial pelo Serviço do Inativo dos Integrantes do Colégio Cívico-Militar (GESICM) é paga com recursos diretos da Secretaria de Estado da Educação (Seed) para policiais militares e bombeiros(as) da reserva que exercem funções de monitoria e direção nos colégios. 

Para chegar ao montante milionário, a reportagem cruzou dados das Leis Orçamentárias Anuais e do cadastro funcional do Executivo estadual. O levantamento revelou que os(as) militares recebem a gratificação acumulada com seus proventos de aposentadoria, em um vínculo à parte. 

Ao todo, são 1.497 vínculos registrados sob os cargos de “Militar Voluntário Monitor” ou “Militar Voluntário Diretor”, todos 100% lotados na estrutura da Secretaria da Educação. Detalhe: nenhum deles figura na folha da Segurança Pública. Existe ainda um contingente separado de 307 “operadores de segurança pública” vinculados à Secretaria da Segurança (Sesp) e custeados pelo orçamento da pasta, em um programa distinto do ambiente escolar. 

Com a atualização de 2023, a gratificação mensal de R$ 5,5 mil somada à aposentadoria garante aos militares ganhos superiores aos de profissionais qualificados para a docência, o que supera tanto o Piso Nacional do Magistério de R$ 5,1 mil para 40 horas quanto o salário inicial de R$ 4.268,01 das(os) funcionárias(os) de escola (Agentes II), em uma clara inversão de prioridades que canaliza verbas da Educação para a renda de reservas em vez de investir na carreira escolar.

Para conferir o material na íntegra, acesse a reportagem no site Plural.

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Fonte:appsindicato.org.br

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