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APP-Sindicato condena agressões contra estudante venezuelana


A denúncia do espancamento de uma estudante venezuelana de 15 anos, no dia 10 de julho – último dia letivo antes do recesso escolar -, causou indignação na comunidade do Colégio Estadual Olinda Truffa de Carvalho, em Cascavel, no Oeste do Paraná. A adolescente sofreu agressões físicas no trajeto de volta para casa, após um histórico de perseguições, xenofobia e bullying sistemáticos.

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Diante da gravidade dos fatos, a APP-Sindicato manifesta profunda solidariedade à estudante e à sua família, ao mesmo tempo em que cobra do governo do estado políticas efetivas de acolhimento a imigrantes e de formação voltadas à inclusão e respeito à diversidade.  

Ao contrário de versões que tentam culpar a escola, a direção do Núcleo Sindical (NS) de Cascavel da APP-Sindicato informa que a direção do Colégio Olinda Truffa de Carvalho agiu com total responsabilidade.

A equipe pedagógica teria seguido todos os protocolos de acolhimento e proteção previstos para o espaço escolar. As agressões mais graves supostamente ocorreram fora da escola. O Núcleo Sindical acompanha o caso..

A presidenta do NS de Cascavel, Sonia Roseli Ertel, enfatiza que a escola tem reconhecimento histórico pelo atendimento a uma comunidade grande e diversa, que acolhe estudantes de várias regiões da cidade. A dirigente afirma ainda que o chefe do núcleo informou ter designado uma equipe para prestar esclarecimentos, a qual ouvirá o setor pedagógico, a direção, funcionários(as) e a família da vítima.

Direitos humanos e compromisso social

Para a APP-Sindicato, episódios brutais de xenofobia não são fatos isolados, mas o resultado direto do desmonte de políticas de integração e de ensino de línguas nas escolas estaduais paranaenses. A secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da APP-Sindicato, Jussara Aparecida Ribeiro, destaca que a garantia de direitos humanos exige proteção imediata:

“O direito à educação só é pleno quando garante a permanência e a dignidade de cada estudante, sem distinção de nacionalidade. O ocorrido em Cascavel alerta para a urgente necessidade de acolhimento. Punir equipes escolares que já atuam no limite do cansaço não resolve o problema; o Estado precisa assumir a sua responsabilidade pedagógica e humana”, cobra Jussara.

Resposta pedagógica e o retorno do Celem

A falta de ferramentas de integração nas salas de aula agrava a vulnerabilidade de crianças e adolescentes que vêm de outros países. A secretária Educacional da APP-Sindicato, Cida Reis, aponta que o acolhimento pedagógico estruturado é a única forma de combater a exclusão e a violência.

“A ausência de políticas públicas de transição linguística isola esses estudantes e abre caminho para a hostilidade. Por isso, exigimos que a Seed restabeleça de forma imediata o Celem de Língua Portuguesa para acolhimento de migrantes e realize formação continuada específica para as equipes escolares”, defende Cida Reis.

A escola pública deve ser território livre de opressão, racismo e xenofobia. A APP-Sindicato permanece vigilante para que nenhum(a) estudante tenha sua integridade física ou moral violada por sua origem, idioma ou cultura.

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Fonte:appsindicato.org.br