Comunidade escolar denuncia e APP-Sindicato cobra reformas urgentes no CEEP Pedro Boaretto Neto, em Cascavel
O descaso do governo Ratinho Jr. com a educação pública de qualidade em todas as escolas virou notícia em Cascavel. Estudantes do Colégio Estadual de Educação Profissional (CEEP) Pedro Boaretto Neto denunciaram à imprensa local as condições enfrentadas na unidade de ensino. Os relatos de problemas vão desde pisos soltos, goteiras persistentes até a o déficit de profissionais. Ao tomar conhecimento das reclamações, o Núcleo Sindical da APP-Sindicato em Cascavel apurou informações e cobrou formalmente a Secretaria de Estado da Educação (Seed).
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“Estes problemas são consequência da falta de responsabilidade do Governo do Estado, que investe em plataformas, propagandas e viagens internacionais, enquanto a realidade da maioria das escolas do Paraná é de sucateamento e falta de condições básicas de estrutura. Reiteramos que, para que haja qualidade pedagógica, a segurança e o bem-estar de estudantes e profissionais devem ser prioridade” comenta a presidenta do Núcleo Sindical de Cascavel, Sonia Roseli Ertel.
O caso do CEEP Pedro Boaretto veio à tona após uma matéria divulgada pelo portal de notícias CGN, no final do mês de abril. A reportagem da APP-Sindicato também apurou as informações. Com medo de perseguição do governo, profissionais que atuam na unidade aceitaram falar sob a condição de anonimato.
De acordo com as denúncias, as condições da escola permanecem precárias mesmo após uma reforma recente. Em dias de chuva, salas de aula e pavilhões ficam alagados, independentemente da intensidade da chuva.
“A gente sabe que foram encaminhados ofícios para o setor de estrutura Núcleo Regional de Educação, solicitando os devidos reparos e reformas. Mas ora as solicitações são ignoradas, ora direcionam que tais consertos deveriam ser com o fundo rotativo, o que é insuficiente”, conta um(a) educador(a).
Além das deficiências na estrutura física, os(as) educadores(as) denunciam que os Educatrons, aparelhos implementados pelo governo em 2022 e anunciados como tecnologia revolucionária, já apresentam falhas de funcionamento. Somam-se a isso as reclamações de que os laboratórios são insuficientes para a demanda educacional e de que o quadro de funcionários(as) possui carga horária insuficiente para as necessidades da instituição.
“Essa é uma realidade de todas as escolas estaduais. Se o governo escolhesse investir um pouco mais em cada escola, ao invés de jogar dinheiro nas chamadas ‘parceiras’ e em plataformas digitais inócuas, teríamos melhores condições”, lamenta outro(a) educador(a) da unidade, que também aceitou dar entrevista sob anonimato.
A dirigente da APP-Sindicato acompanha de perto o caso e reforça a pressão para que o Estado ofereça condições dignas de trabalho e ensino a educadores(as) e estudantes. Recentemente, no dia 4 de maio, um ofício foi encaminhado ao NRE de Cascavel cobrando providências. Além disso, na próxima quarta-feira (20), o Núcleo Sindical participará de uma reunião com o NRE, onde a situação do CEEP será um dos temas pautados.
“A APP-Sindicato reconhece o histórico de pertencimento da comunidade do CEEP, o empenho e dedicação das instâncias colegiadas em tentar amenizar os problemas. Vamos continuar acompanhando o caso e fazendo pressão para que o governo ofereça condições dignas, com segurança, para o ambiente escolar”, completa Sonia.
Resistência
Instituição de referência em Cascavel, o CEEP Pedro Boaretto Neto esteve no centro de uma disputa em 2022, quando o governador Ratinho Jr. e o ex-secretário da Educação, Renato Feder, tentaram substituir aulas presenciais do curso técnico por ensino à distância (EAD), ministrado pela Unicesumar.
Na ocasião, o governo firmou um contrato de R$ 38,4 milhões com a instituição privada sob a alegação de que não haveria professores(as) capacitados na rede pública. As aulas seriam ministradas a distância, via Educatron.
Em resposta, estudantes, pais e professores(as) se mobilizaram em defesa do ensino público e presencial, alcançando êxito em manter o modelo original no CEEP. O movimento contra a terceirização ganhou repercussão em diversas outras cidades do Paraná.
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Fonte:appsindicato.org.br
























































































































































































































































































































































































































































































































































































































































